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Guia de cirurgia plástica

Cerca de 350 mil brasileiras farão cirurgia plástica este ano. Se você é uma delas, um aviso: antes de encarar o bisturi é importante esclarecer todas as dúvidas, do contrário, pode se arrepender depois.

Aumentar os seios com próteses de silicone, aspirar um pouco de gordurinha daqui e dali, remodelar o nariz... Pouca gente ainda se assusta com esse tipo de transformação. Tanto é que o Brasil ocupa o posto de recordista mundial nesse tipo de procedimento estético. Até o final desse ano, o país deve incluir no currículo 350 000 novas intervenções, entre cirurgias plásticas reparadoras e estéticas. Há pelo menos duas razões para tanto sucesso: o desenvolvimento de técnicas cada mais seguras, e preços mais acessíveis do que há alguns anos.

A partir de entrevistas com profissionais renomados, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, preparamos um guia detalhado sobre o assunto, com as técnicas disponíveis para cada parte do corpo.

Em nome da auto-estima

A cirurgia plástica pode até nos deixar mais felizes, mas não resolve problemas emocionais. Apostar na aparência física para salvar um casamento, por exemplo, é ilusão

Cerca de 60% das pessoas que fazem cirurgia plástica têm motivos estéticos para isso: elas pretendem amenizar o desconforto que sentem com a aparência. Os 40% restantes recorrem à chamada cirurgia plástica reconstrutora, após um acidente ou uma agressão física. No primeiro caso, a auto-estima acaba se beneficiando. Mas nem por isso devemos banalizar o procedimento: o pós-operatório pode ser bem dolorido e exige uma boa dose de paciência até que o resultado final apareça, porque nem sempre isso acontece rapidamente.
Essas e outras informações devem ser dadas pelo médico. Elas são mais importantes do que a exibição de fotos de antes e depois e de simulações por computador (que nem sequer são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Também é preciso aceitar um diagnóstico realista. Muitas vezes, médicos conscienciosos desaconselham determinados tipos de intervenção que outros, por razões diversas, acabam fazendo. Isso só ajuda a engordar as estatísticas de complicações e de insatisfação do paciente.

É necessário ainda entender que a cirurgia não vai resolver outras questões que não têm a ver com a estética, como problemas de relacionamento, por exemplo. Não contar com a plástica para ser feliz é o primeiro passo para poder fazê-la.

Foto: Oscar Cabral

Em entrevista exclusiva ao PARALELA, o professor Ivo Pitanguy fala sobre o papel social da cirurgia plástica e discute as razões que levam as pessoas a realizá-la

Clique nos itens abaixo para ouvir trechos da entrevista:

De bem com o corpo

O professor Pitanguy afirma que o bom cirurgião é um psicólogo com um bisturi na mão e revela que a plástica não resolve todos os problemas

Patricia Jota, do Paralela

Paralela – Por que muitas mulheres vivem insatisfeitas com seu corpo?
Pitanguy – Isso acontece porque essas pessoas têm uma visão distorcida do próprio corpo. Costumam supervalorizar pequenos defeitos estéticos, percebem parte normal como anormal. Geralmente, nesses casos o problema não está no corpo.

Paralela – A cirurgia plástica é a solução para essas pessoas?
Pitanguy – O objetivo da cirurgia plástica estética é fazer com que o paciente se sinta bem com sua imagem. Mas isso não acontece com essas pessoas porque elas querem, na verdade, resolver um problema emocional, que está mascarado. Elas nunca ficarão felizes com o resultado. Será frustrante.

Paralela – Isso é comum?
Pitanguy – Sim, muito. E isso não atinge apenas pacientes mulheres. Alguns homens também procuram na plástica a solução de problemas emocionais.

Paralela – Como é possível identificar a causa do problema?
Pitanguy – Eu costumo dizer que o bom cirurgião é um psicólogo com um bisturi na mão. Precisa unir o domínio da técnica à sensibilidade do terapeuta. Só assim atinge o verdadeiro objetivo da cirurgia plástica: o bem-estar do paciente. Nos casos em que a pessoa busca na operação a solulção de outros problemas, não se deve operar.

Selecione a região do corpo que você pretende remodelar para obter informações detalhadas sobre a cirurgia: o passo a passo, o tipo de anestesia, as contra-indicações, o preço e o que acontece no pós operatório:

Plástica de vulva

Sim, a região também pode precisar de retoques. Existem duas técnicas: a labioplastia, para mulheres incomodadas coma flacidez e o volume dos pequenos lábios, e a lipoaspiração do monte de Vênus

1. Labioplastia
Como é feita: por meio de um corte nos pequenos lábios o médico retira o excesso de pele e prossegue com a sutura. Pode ser realizada tanto em consultório quanto no hospital. A pessoa é liberada no mesmo dia.
Anestesia: local.
Pós-operatório: repouso por dois dias, em casa. Esforços físicos têm que ser evitados durante quinze dias. Os pontos caem sozinhos. Relações sexuais só após rês semanas.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora.
Preço: de 2 000 a 5 000 reais.
2. Lipoaspiração do monte de Vênus
Como é feita: são necessárias duas ou três incisões no púbis para aspirar a gordura com seringas especiais. Fecha-se o corte com um esparadrapo ou com uma linha. Não é preciso raspar os pêlos e a cirurgia não exige internação. A plástica deve ser feita apenas quando a região já completou sua formação. Em pessoas obesas a lipoaspiração provoca flacidez na região, por isso, depois da cirurgia, associa-se com a plástica para retirar o excesso de pele.
Anestesia: local com sedação, quando retira-se até 100 mililitros de gordura, e regional (tipo peridural) para cirurgias maiores.
Pós-operatório: o local costuma ficar dolorido cerca de três dias e o edema desaparece por completo após dois meses. As relações sexuais devem ser evitadas por dez dias.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: de 1 500 a 5 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Plástica de orelha

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

Orelha de abano ou muito alongada podem ser corrigidas facilmente – e o pós-operatório é rápido

Orelha de abano
Como é feita: em hospital ou clínica. A cirurgia pode ser realizada em crianças a partir dos 7 anos, quando a cartilagem já está totalmente formada. O médico corta atrás da orelha (a cicatriz é imperceptível) para retirar o excesso de pele, descolar a cartilagem e criar a dobra superior que está faltando. Depois, costura a cartilagem com o novo contorno.
Anestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: uma semana com curativo. É preciso ter cuidado para não traumatizar a orelha e alterar sua nova forma.
Tempo da cirurgia: cerca de 2 horas.
Preço: de 3 000 a 6 000 reais.

Lóbulo flácido, que alonga a orelha
Como é feita: faz-se um corte atrás do lóbulo e outro na frente, retira-se o excesso de pele e costura-se novamente. A cicatriz fica próxima à cartilagem. A cirurgia é realizada em clínicas ou hospitais.
Anestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: utiliza-se um curativo simples e a cicatrização é rápida. Exige cuidado, pois qualquer batida na região pode prejudicar o resultado.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora.
Preço: de 1 000 a 2 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Abdome sem gordura e flacidez

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

A cirurgia plástica pode transformar um abdome, acabando com o excesso de gordura e de flacidez. Existem três técnicas que conseguem esse efeito. Veja as indicações para descobrir em que caso você se encaixa

Plástica completa
Indicação: mulheres que já tiveram filhos e que apresentam gordura e flacidez de pele e de músculo.
Como é feita: em hospital ou clínica. A incisão é horizontal, paralela aos pêlos pubianos. Descola-se a pele até a altura do estômago e aproxima-se a musculatura. Se houver muita gordura, associam-se lipoaspiração ou ressecção com bisturi.
Anestesia: geral ou regional (tipo peridural).
Contra-indicação: pessoas acima do peso e que pretendem ter filhos.
Pós-operatório: um dia de internação e mais sete de repouso em casa, período em que se deve andar levemente curvada. Trata-se de uma cirurgia de grande porte e qualquer descuido pode provocar edemas e ruptura de pontos, prejudicando o resultado. Depois de uma semana, a paciente já pode andar com a coluna ereta.
Tempo de cirurgia: cerca de 3 horas.
Preço: de 6 000 a 10 000 reais.

Miniabdominoplastia
Indicação: pouca flacidez de pele e de músculo localizada apenas na região inferior do abdome (abaixo do umbigo). Se houver excesso de gordura, associa-se a lipoaspiração.
Como é feita: em clínicas ou em hospitais, dependendo da extensão. Por meio de um corte um pouco maior do que o da cesárea, descola-se a pele até quase o umbigo, aproxima-se o músculo e retira-se o excedente de pele da região. A gordura, quando em demasia, pode ser eliminada com lipoaspiração ou bisturi.
Anestesia: geral ou regional (tipo peridural).
Contra-indicação: pacientes obesas.
Pós-operatório: para dirigir é preciso esperar de duas a três semanas. Exercícios físicos que exigem a musculatura da região só podem ser feitos depois de quatro meses. A partir do terceiro mês é possível perceber o resultado da intervenção.
Tempo de cirurgia: cerca de 2 horas.
Preço: de 4 500 a 7 000 reais.

Lipoaspiração
Indicação: excesso de gordura. Mas a pele precisa ter boa elasticidade.
Como é feita: por meio de duas incisões: uma próxima ao monte de Vênus (no púbis) e outra em volta do umbigo, o cirurgião introduz cânulas conectadas a aparelhos de sucção para aspirar as células de gordura em excesso, que existem abaixo da pele. É necessário internação de um dia.
Anestesia: local, com sedação, quando a quantidade de gordura aspirada é pequena - até 1 litro. Ou regional (tipo peridural).
Contra-indicação: quando o abdome é muito flácido, porque a pele não irá retrair.
Pós-operatório: o médico pode manter um dreno por até uma semana para garantir a eliminação do líquido produzido no local. A paciente usa uma cinta compressiva durante um mês para fixar o novo contorno e recomenda-se repouso por três dias.
Tempo de cirurgia: de 30 minutos a 3 horas.
Preço: de 1 500 a 5 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Plástica só na testa

Conhecida como lifting frontal, essa cirurgia corrige flacidez de pele e sobrancelhas caídas

Como é feita: faz-se uma incisão em todo o arco da cabeça, a uma distância de 5 a 8 centímetros da linha do cabelo. Depois estica-se e retira-se a pele. A cicatriz fica escondida. Pode ser realizada em clínica, com um dia de internação.
Anestesia: local, com sedação.
Contra-indicação: pessoas com testa alta para não aumentar mais a região.
Pós-operatório: ocorre inchaço nas maçãs do rosto. Usa-se um curativo, semelhante a um turbante, por dois dias. Aceleram a recuperação dez sessões de drenagem linfática.
Tempo de cirurgia: cerca de 2 horas.
Preço: de 3 000 a 7 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Rosto esticado já era

arquivo Dr. Ewaldo Bolivar

As técnicas mais modernas de cirurgia plástica conseguem rejuvenescer um rosto sem deixá-lo com aspecto esticado. O resultado é muito natural. Há duas opções: o minilifting, para casos em que a flacidez de face é pequena, e o facelifting (plástica mais completa), indicado quando a flacidez já atinge a região do pescoço, em mulheres com mais de 40 anos

Minilifting
Como é feita: a incisão começa na metade da linha da orelha e segue até o couro cabeludo. A cicatriz é praticamente imperceptível. A cirurgia consiste em esticar a pele e as estruturas mais profundas (músculo e tecido de revestimento), retirando o excesso. Corrige-se o contorno da linha da mandíbula e amenizam-se o sulco entre os lábios e o nariz e as rugas ao redor dos olhos. Realizado em clínicas, o minilifting exige internação de um dia.
Anestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: apesar do inchaço, a paciente não sente dor. É indicado repouso por três dias. Os pontos são retirados em quinze dias, quando se retomam as atividades diárias, pois o rosto já desinchou. A drenagem linfática deve ser feita a partir do quarto dia.
Tempo de cirurgia: cerca de 2 horas.
Preço: 4 000 reais.

Facelifting
Apresenta melhor resultado em mulheres entre 40 e 45 anos, pois nessa idade a pele ainda possui boa textura e flacidez moderada. O efeito permanece por até dez anos.
Como é feita: trata-se da realização simultânea do minilifting e do lifting cervical (de pescoço). Requer um dia de internação em hospital.
Antestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: a paciente deve fazer repouso de três dias e drenagem linfática a partir do quarto dia.
Tempo de cirurgia: cerca 3 horas.
Preço: de 6 000 a 8 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Nariz na medida certa

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

A plástica de nariz (rinoplastia) pode ser feita a partir dos 15 anos, quando os ossos e cartilagens estão completamente formados. As correções são realizadas em clínica ou hospital e não requerem internação. Mas o resultado final da cirurgia é demorado: surge depois de seis meses

Há três tipos de correção:

Afinar a ponta: por meio de uma incisão dentro do nariz, podem-se fazer pequenos cortes na cartilagem que forma a ponta, para enfraquecê-la. Em seguida, a ponta é pressionada pelas laterais para que afine; ou, quando a cartilagem é grossa, remove-se um pedaço dela. Outra solução é redesenhar a ponta do nariz com cartilagem retirada das laterais ou de trás da orelha.

Afinar todo o nariz: em alguns casos a retirada de cartilagem das asas nasais por meio de incisões externas nas laterais, próximas à dobra do nariz, resolve o problema e a cicatriz fica imperceptível. Mas, quando é necessário diminuir o osso nasal, faz-se uma incisão interna na mucosa e lixa-se o osso com um instrumento apropriado ou retira-se um pedaço com escopro (um tipo de chave de fenda) e martelo, se a porção é grande. Outra maneira de afinar a região é cortar as extremidades superior e inferior do osso e movimentá-las pressionando o nariz para diminuir sua largura. Com o tempo, forma-se naturalmente uma fibrose, que fixa o osso.

Aumentar: para uma pequena intervenção, utiliza-se a cartilagem obtida da parte posterior da orelha. Para um efeito maior, a alternativa é o enxerto de prótese de silicone na parte interna do nariz.

Cuidados antes de operar o nariz (as informações abaixo valem para qualquer tipo de cirurgia):

Anestesia: local, com sedação, ou geral.

Pós-operatório: nos dois primeiros dias a paciente deve permanecer em repouso, devido ao inchaço. Quando há fratura, utiliza-se um material plástico previamente aquecido que endurece ao ser aplicado sobre o nariz por uma semana. Depois ele é substituído por um curativo, que deve ser usado por mais sete dias para modelar e controlar o inchaço. Se não há fratura, o curativo é suficiente. Após três dias o paciente pode retornar às suas atividades normais. Sol e calor (vapor, sauna) são proibidos por pelo menos um mês. A prática de ginástica deve ser interrompida nos dois primeiros meses. Somente depois de seis meses obtém-se o resultado definitivo.

Tempo de cirurgia: de 1 a 2 horas.

Preço: de 3 500 a 7 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Queixo proporcional

Mudanças no tamanho do queixo exigem cirurgias delicadas, realizadas por cirurgiões craniomaxilofaciais

Há duas técnicas para aumentar o queixo:

  • Implante de prótese de silicone
    Indicação: para aumentos discretos do queixo.
    Como é feita: por meio de uma incisão na região interna do lábio inferior, próxima à gengiva, é colocada uma prótese de silicone sólido (ou porex, um derivado) pré-moldada entre o osso e o músculo. "Raramente indico a técnica, pois o silicone é um material estranho e pode provocar reação", afirma Nivaldo Alonso, especialista em Cirurgia Craniomaxilofacial, de São Paulo. A cirurgia é realizada em clínica e o paciente volta para casa no mesmo dia.
    Anestesia: local com sedação.
    Pós-operatório: na primeira semana, o paciente usa um curativo que protege a prótese. Devem-se evitar movimentos amplos com a boca. Os pontos são absorvidos pelo organismo, com resultado definitivo em três meses.
    Tempo de cirurgia: cerca de 20 minutos.
    Preço: 2 000 reais.
  • Osteotomia com avanço
    Indicação: alternativa à prótese de silicone para casos mais acentuados.
    Como é feita: por meio de uma incisão na parte interna do lábio inferior, o médico ressecciona parte do osso do queixo e fixa-o pelas laterais mais à frente com placas e parafusos. O espaço entre os dois fragmentos de osso vai sendo preenchido naturalmente com tecido pelo próprio organismo. É possível avançar o queixo até 2,5 centímetros, pois a pele tem um limite. Requer um dia de internação.
    Anestesia: local com sedação, ou geral.
    Pós-operatório: o local fica inchado por até dez dias. Um curativo, usado nos três primeiros dias, reduz o inchaço e ajuda a modelar. O resultado definitivo aparece em três meses.
    Tempo de cirurgia: cerca de 40 minutos.
    Preço: 4 000 reais.

Técnica para diminuir o queixo: Mentoplastia de redução
Como é feita: por uma incisão na parte interna do lábio inferior, o médico ressecciona parte do osso e desloca-o para trás, fixando-o nas laterais. O osso tem certa mobilidade e é possível retroceder até 2,5 centímetros. O procedimento exige um dia de internação. Anestesia: local com sedação, ou geral.
Pós-operatório: o local fica inchado por até dez dias. Um curativo, usado nos três primeiros dias, minimiza o inchaço e ajuda a modelar. Nos dois primeiros dias, a alimentação deve ser pastosa. Resultado definitivo em três meses.
Tempo de cirurgia: cerca de 40 minutos.
Preço: 4 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Panturrilha mais grossa

Você consegue esse efeito com implante de próteses, semelhantes às usadas nas mamas

Como é feita: através de uma incisão logo abaixo e atrás do joelho coloca-se a prótese entre os músculos, na região superior da batata da perna. É normal formar-se uma cápsula de tecido fibroso, que envolve a prótese e a mantém no lugar.
Anestesia: geral ou regional (tipo peridural).
Contra-indicação: não se faz a cirurgia na região inferior da batata da perna, pois a prótese não se fixa.
Pós-operatório: é aconselhável andar com salto médio (cerca de 5 centímetros) e grosso por pelo menos quinze dias para manter o músculo da panturrilha relaxado. Exercícios físicos estão suspensos por cerca de três semanas.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora e meia.
Preço: de 2 500 a 6 000 reais.
Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Tire o peso das costas

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

Com lipoaspiração as dobrinhas desaparecem. Mas a cirurgia não é tão simples, exige um dia de internação e, na maioria dos casos, anestesia geral

Como é feita: por meio de incisões ao lado da coluna e no cóccix, introduz-se cânulas conectadas a aparelhos de sucção para aspirar a gordura em excesso. Normalmente a cirurgia exige um dia de internação.
Anestesia: geral, na maioria dos casos.
Pós-operatório: a paciente usa uma faixa compressiva por uma semana para fixar o novo contorno e em dez dias pode retornar ao trabalho. Deve-se evitar a exposição solar por cerca de um mês.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: cerca de 5 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Braços em forma para o tchauzinho

A lipoaspiração afina o braço, eliminando a gordura que se acumula na parte interna. Depois de uma semana já é possivel retomar o dia-a-dia

Como é feita: com incisões no cotovelo e na axila, o cirurgião introduz cânulas conectadas a aparelhos de sucção ou seringa para aspirar a gordura em excesso. A técnica provoca uma retração natural da pele, que ajuda a minimizar a flacidez. Não é necessário internação e a paciente vai para casa após a cirurgia.
Anestesia: local, com sedação, ou geral.
Pós-operatório: durante uma semana a paciente usa uma faixa compressiva para ajudar a fixar o novo contorno e a diminuir o inchaço (edema) mais rapidamente. Depois desse período pode voltar ao trabalho. Deve-se evitar o sol por cerca de quinze dias.
Tempo de cirurgia: 45 minutos.
Preço: cerca de 3 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Cintura mais fina

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

É possível dar forma à cintura removendo o excesso de gordura com lipoaspiração

Como é feita: por meio de duas incisões: uma próxima ao cóccix e a outra na região do umbigo. O médico introduz cânulas de lipoaspiração conectadas a aparelhos de sucção ou seringa para aspirar o excesso de gordura. Não há necessidade de internação.
Anestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: após a operação a paciente pode voltar para casa. Durante uma semana, deve usar uma cinta compressiva; depois disso é possível retornar ao trabalho. A exposição ao sol é proibida no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora.
Preço: de 2 000 a 4 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Lipo no joelho

Isso mesmo. Com o tempo a gordurinha também se acumula ao redor dos joelhos, mas a lipoaspiração consegue eliminar tudo

Como é feita: por meio de uma ou duas incisões na parte posterior interna do joelho, introduz-se cânulas conectadas a aparelhos de sucção para aspirar o excesso de gordura. O procedimento não exige internação, no entanto é contra-indicado a pessoas com artrose ou reumatismo, que não podem sofrer traumas na região.
Anestesia: local.
Pós-operatório: é possível andar logo após a cirurgia, mas a paciente usa cinta compressiva por pelo menos quinze dias. Exercícios físicos são liberados três semanas após a cirurgia e a exposição solar depois de um mês.
Tempo de cirurgia: 40 minutos.
Preço: de 1 500 a 3 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Um tchan no bumbum

Se você desistiu da ginástica e pretende recorrer à cirurgia plástica para solucionar um problema estético, há duas maneiras de conseguir um bumbum maior: implante de prótese de silicone e lipoescultura. Quem quer o efeito contrário - diminuir o bumbum - precisa fazer lipoaspiração

PARA AUMENTAR
Implante de prótese de silicone
Indicação: é um procedimento realizado em pacientes com bumbum pouco projetado, com pouco volume muscular. A cirurgia pode ser realizada a partir dos 18 anos de idade, quando o corpo já completou seu desenvolvimento. É importante esclarecer que essa técnica pode melhorar um pouco a flacidez da região, mas não é solução para bumbuns muito flácidos.
Como é feita: em clínica. Por meio de uma incisão de 6 a 8 centímetros acima do sulco entre o bumbum esquerdo e o direito, introduz-se uma prótese de cada lado, entre os músculos - o glúteo maior e o menor. Composta de silicone, ela é semelhante à usada na mama.
Anestesia: em 80% dos casos, regional (tipo peridural); local, com sedação, ou geral.
Contra-indicação: não há.
Pós-operatório: desconfortável. A paciente fica até três dias internada no hospital. Durante esse tempo, deve dormir de bruços ou de lado para não pressionar a prótese. A partir do segundo dia já pode caminhar e sentar. Mas conseguirá sentar confortavelmente somente após doze dias. Na primeira semana, a região fica bastante dolorida e inchada. Na segunda semana, retiram-se os pontos e a paciente volta a trabalhar e a dirigir. Exercícios físicos e a exposição ao sol são liberados apenas depois de um mês. O resultado final aparece entre o terceiro e o sexto mês.
Tempo de cirurgia: cerca de 2 horas.
Preço: de 12 000 a 20 000 reais.

Lipoescultura
É uma cirurgia de recauchutagem total. Combina a lipoaspiração, feita com seringa ou aparelhos de sucção em regiões onde há excesso de gordura, e a injeção dessas células gordurosas em outras regiões para aumentar o volume ou corrigir depressões
Como é feita: por meio de incisões na parte posterior da coxa ou na dobra do bumbum injeta-se a gordura retirada de outras regiões. É necessário internação de um dia.
Anestesia: regional (tipo peridural) ou local, com sedação.
Contra-indicação: pacientes muito magras, pois não é possível retirar gordura de outra região.
Pós-operatório: a paciente fica dois dias em repouso, mas pode sentar. Durante uma semana, usa uma meia compressiva, e a exposição ao sol é proibida no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 2 horas.
Preço: de 4 000 a 7 000 reais.

PARA DIMINUIR
Lipoaspiração para diminuir o tamanho do bumbum
Como é feita: com incisões na parte posterior da coxa ou na dobra do bumbum, o médico aspira a gordura em excesso usando cânulas conectadas a aparelhos de sucção ou seringa. Não é necessário internação.
Anestesia: local ou peridural, ambas com sedação.
Contra-indicação: bumbum flácido, porque a pele não retrai o suficiente após a cirurgia, o que torna a região ainda mais flácida.
Pós-operatório: repouso nos cinco primeiros dias, mas é possível sentar. Durante uma semana a paciente usa uma meia compressiva. As atividades habituais podem ser retomadas depois de uma semana, mas ginástica somente no segundo mês. A exposição ao sol é proibida durante o primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: de 2 500 a 6 000 reais.

Lipoaspiração cada vez mais eficaz

A cada ano, um número maior de pessoas recorre à técnica para ganhar contornos mais bonitos. O sucesso deve-se ao alto grau de segurança, às cicatrizes quase imperceptíveis e aos instrumentos menos agressivos

"Não há mulher de corpo legal que não tenha feito uma lipo", declarou certeira a atriz Paula Lavigne, na época em que removeu alguns litros de gordura do culote. Pode ser, afinal, a procura por esse tipo de cirurgia vem aumentando muito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 1999 foram feitas cerca de 90 000 lipoaspirações. Para 2000, a estimativa é de um aumento de 10%.
Indicada para eliminar a gordura que se acumula em algumas regiões do corpo, a lipoaspiração consiste em introduzir no tecido gorduroso (abaixo da pele) cânulas conectadas a aparelhos de sucção ou seringas. Esses instrumentos rompem as células gordurosas, que são aspiradas em seguida. As incisões deixam cicatrizes imperceptíveis, têm até 1 centímetro de comprimento e são feitas nas dobras da pele ou em locais pouco aparentes.

Duas maneiras de lipoaspirar
A todo momento surgem cânulas mais modernas e superfinas, que tornam a cirurgia menos agressiva. Existem, por exemplo, as específicas para regiões onde há celulite; em formato de garfo ou de espátula, elas desfazem as fibras responsáveis pelo problema enquanto aspiram a gordura. Com esse método, pelo menos 40% da celulite é atenuada. O procedimento também passou por reformulações e surgiram duas variações:

Lipoescultura - com seringas, o médico aspira o tecido gorduroso de regiões onde há excesso, como joelhos e abdome, despreza o sangue e outros líquidos e injeta a gordura praticamente pura em depressões, no vão entre as coxas ou no bumbum, criando novas formas. Entre 20% e 50% do material injetado pode ser reabsorvido pelo organismo e o restante se integra ao tecido natural.

Lipoplastia ultra-sônica - consiste na introdução de uma cânula conectada a um aparelho de ultra-som diretamente no tecido gorduroso. Quando as ondas são disparadas, as células de gordura vibram até explodir; em seguida, aspira-se facilmente o material.

Por que a cirurgia faz tanto sucesso?
A lipoaspiração tornou-se um sucesso devido aos bons resultados e ao alto grau de segurança. É bom lembrar que ela não deve ser utilizada como recurso de emagrecimento, pois é perigoso retirar grande quantidade de gordura. Também não convém fazê-la em áreas muito flácidas porque há sobra de pele, nem em regiões com estrias, que indicam má qualidade da pele e, portanto, depois que a gordura desaparece a região fica flácida. Os melhores resultados da lipoaspiração ocorrem em pessoas de até 40 anos, quando a pele consegue se retrair facilmente. Porém, mulheres acima de 40 anos com uma pele de boa elasticidade podem conseguir bons resultados.

Os riscos da lipoaspiração

Criada no final da década de 70, a lipoaspiração tornou-se uma cirurgia segura

No final dos anos 70, quando o cirurgião francês Yves-Gérard Illouz teve a idéia de raspar e, em seguida, aspirar a gordura em excesso do abdome de uma paciente, a técnica passou a ser aplicada indiscriminadamente por médicos do mundo todo. Era comum retirar uma quantidade exagerada de tecido gorduroso, o que colocava a vida do paciente em risco e podia provocar anemia - afinal, junto com a gordura são eliminados também sangue e sais minerais. Foi nessa época que a lipo ganhou fama de cirurgia perigosa. Em 1990, os médicos chegaram a um consenso: aspirar no máximo 5 litros de tecido gorduroso por cirurgia.
O único risco que a técnica oferece hoje em dia é o de desencadear embolia pulmonar, pois, ao ser manipulada, a gordura pode cair na corrente sanguínea e atingir o pulmão, comprometendo seu funcionamento. Mas isso é raro. Em geral, as chances de complicações são pequenas, semelhantes às de qualquer outra cirurgia - podem ocorrer reação à anestesia e infecção hospitalar. Problemas como perfuração do intestino também podem acontecer durante a lipoaspiração do abdome.

Por isso, a escolha de um profissional competente é o primeiro passo para o bom resultado. A cirurgia deve ser realizada em hospital ou em clínica com centro cirúrgico equipado. Visite o local e verifique se há aparelhos de monitoração de anestesia, sala de recuperação e médico de plantão permanente.

Flacidez exagerada

Quando o bumbum é muito flácido pode ser preciso retirar o excesso de pele

Se a prótese de silicone não for suficiente para acabar com a flacidez, pode-se associar a retirada do excesso de pele. Isso é feito por meio de uma incisão no sulco entre a coxa e o bumbum. Os pontos são removidos após duas semanas e a paciente deve usar um curativo por cerca de dois meses.

Aspiração da papada (queixo duplo)

A cirurgia para tornar mais bonito o contorno da mandíbula deixa cicatrizes imperceptíveis, atrás das orelhas e embaixo do queixo

Como é feita: seringas ou cânulas conectadas a aparelhos de sucção são introduzidas embaixo do queixo e atrás das orelhas para aspirar a gordura em excesso. Dessa forma, além de eliminar a papada, a linha da mandíbula também é esculpida. O procedimento exige internação de um dia.
Anestesia: local, com sedação, ou geral.
Pós-operatório: nas três primeiras semanas a paciente usa um curativo compressivo durante 3 horas diárias para fixar o novo contorno. Também são indicadas sessões de drenagem linfática facial, pois a massagem alivia o inchaço. A exposição ao sol é proibida no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: cerca de 2 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Coxas como você quer

Antes e depois

Mais grossas, mais finas ou mais firmes? Há técnicas específicas para cada caso

Para engrossar
1.Técnica: implante de prótese.
Indicação: pessoas magras com coxas tão finas que se forma um vão entre elas.
Como é feita: em clínica ou em hospital. Por meio de uma pequena incisão na parte interna da coxa, coloca-se uma prótese de silicone (de formato ovalado) entre os músculos. Esse local garante melhor fixação. Com o tempo, forma-se naturalmente um tecido fibroso, que mantém a prótese no lugar.
Anestesia: local, peridural (ambas com sedação), ou geral.
Contra-indicação: não há. Não existem riscos para pessoas que praticam atividade física.
Pós-operatório: recomenda-se o uso de uma cinta elástica, que mantém a prótese no local desejado enquanto se forma o tecido fibroso. O paciente deixa o hospital no mesmo dia e volta ao consultório depois de uma semana para tirar os pontos. Exercícios físicos são permitidos depois de um mês.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora.
Preço: de 2 500 a 6 000 reais.
2. Técnica: lipoescultura
Indicação: pessoas que possuem vão entre as pernas. Deve haver, no entanto, excesso de gordura em outra região (abdome, culote ou joelhos), que possa ser removido com seringa e, em seguida, aplicado nas coxas.
Como é feita: por meio de incisões próxima ao púbis e na prega do joelho, injeta-se cerca de 250 mililitros de gordura na parte interna da coxa para eliminar o vão entre as pernas. Requer em torno de um dia de internação. Pessoas muito magras não podem fazer, pois não é possível retirar gordura de outra região.
Anestesia: geral ou peridural.
Pós-operatório: a paciente usa cinta compressiva por cerca de 45 dias. Esforços físicos podem ser feitos somente depois de três semanas e a exposição solar é proibida por um mês.
Tempo de cirurgia: 3 horas.
Preço: de 2 000 a 6 000 reais.

Para afinar
Técnica: Lipoaspiração
Indicação: excesso de gordura nas laterais interna e externa.
Como é feita: por meio de duas incisões, uma na virilha, próxima ao púbis, e outra na prega do joelho, o cirurgião aspira a gordura em excesso usando cânulas conectadas a aparelhos de sucção ou seringa. A pele se retrai depois da intervenção, diminuindo o grau de flacidez. Não é necessário internação.
Anestesia: geral.
Pós-operatório: a paciente usa uma cinta compressiva por três semanas. Esforços físicos podem ser feitos depois desse período. Deve-se evitar a exposição solar no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 2 horas.
Preço: entre 2 000 e 6 000 reais.

Sem flacidez
Técnica: ressecção de pele.
Indicação: excesso de flacidez devido a grande perda de peso.
Como é feita: o corte começa na lateral da vagina, passa pelo púbis e segue em direção ao osso da bacia fazendo um movimento de rotação. Isso garante que a cicatriz não "desça" para a perna com o passar do tempo. Em seguida, descola-se a pele que será retirada. Pode haver um alargamento natural da cicatriz pela movimentação das pernas. Há casos em que é necessário um retoque de cicatriz.
Anestesia: geral.
Pós-operatório: o paciente sai do hospital no dia seguinte à cirurgia e volta ao consultório depois de quinze dias para retirar os pontos. Esforços físicos devem ser evitados por pelo menos três semanas.
Tempo de cirurgia: cerca de 3 horas.
Preço: de 3 000 a 6 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Seios remodelados

Campeã entre as plásticas, a cirurgia de mamas exige um pós operatório cuidadoso

A cirurgia estética de mamas é a mais realizada no Brasil representa 40% do total de plásticas. O procedimento em si é tranqüilo. As mamas são formadas por glândula e tecido gorduroso, e funcionam como um prolongamento da pele. Não há perigo de atingir órgãos internos na cirurgia. Durante a operação, a paciente passa algumas horas inconsciente no centro cirúrgico, o que, aparentemente, não representa problemas. A parte difícil vem depois. O pós-operatório é incômodo e exige uma boa dose de paciência. Mas, com a perspectiva de ganhar seios mais bonitos, parece que pouca gente tem se incomodado com isso.

Seios maiores

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

Cerca de 80 000 brasileiras usam próteses de silicone – e esse número está crescendo rapidamente

Quando fazer: é melhor esperar até o completo desenvolvimento das mamas.
Como é a cirurgia: há três tipos de incisão para inserir a prótese: a periareolar (na metade inferior da aréola), que deixa uma cicatriz sutil; a submamária (no sulco), usada em quem tem a aréola muito pequena; e a axilar. Pode-se colocar a prótese sob o músculo, quando a pele é fina e a mama muito pequena, ou logo abaixo da glândula. O músculo garante proteção e o resultado é melhor. Em ambos os casos não há interferência na amamentação.
Anestesia: geral, peridural ou local com sedação.
Pós-operatório: A paciente pode usar um dreno durante uma semana, no máximo, para eliminar o líquido que se acumula no local da cirurgia. O curativo permanece por até trinta dias, com trocas periódicas, para dar sustentação e proteger a cicatriz. O uso permanente do sutiã é indispensável na primeira semana. É possível retomar as atividades diárias depois de dez dias. A exposição ao sol é proibida de um a dois meses. Até o terceiro mês a cicatriz fica vermelha e visível. Com o tempo ela vai se tornando suave e em seis meses já está bastante discreta. Depois que se tira o curativo, é recomendado hidratar a mama para ajudar a pele a cicatrizar. É comum a sensibilidade da aréola e do mamilo diminuir logo após a cirurgia. Na maioria das vezes, volta ao normal em cerca de seis meses. Em alguns casos, porém, a redução da sensibilidade é definitiva.
Duração: de 1 hora e meia a 3 horas.
Preço: de 3 000 a 8 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Seios menores

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

Quatro entre dez mulheres que fazem cirurgia de mamas optam pela redução. Normalmente, são retirados até 500 gramas de cada seio

Quando fazer: o ideal é esperar até o completo desenvolvimento das mamas. Pode-se fazer a cirurgia antes, por volta dos 15 anos, quando o tamanho dos seios é muito incômodo ou prejudica a auto-estima.
Como é feita: por meio de uma incisão na parte inferior da mama com a forma de um T invertido, o cirurgião retira o excesso de mama com o bisturi e, em seguida, dá pontos internos para garantir um formato bonito. Por último, remove a sobra de pele e reposiciona a aréola.
Anestesia: geral.
Pós-operatório: a paciente usa um dreno durante uma semana, no máximo, para eliminar o líquido que se acumula no local da cirurgia. O curativo permanece por até trinta dias, com trocas periódicas, para dar sustentação e proteger a cicatriz. O uso permanente do sutiã é indispensável na primeira semana. É possível retomar as atividades diárias depois de dez dias. A exposição ao sol é proibida de um a dois meses. Até o terceiro mês a cicatriz fica vermelha e visível. Com o tempo, ela vai se tornando suave e em seis meses já está bastante discreta. Depois que se tira o curativo, é recomendado hidratar a mama para ajudar a pele a cicatrizar. É comum haver diminuição de sensibilidade da aréola e do mamilo diminuir logo após a cirurgia, mas na maioria das vezes volta ao normal em cerca de seis meses. Em alguns casos, porém, a redução da sensibilidade é definitiva.
Tempo de cirurgia: de 3 a 5 horas.
Preço: de 3 000 a 8 000 reais.
Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Para levantar os seios

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

A partir do 35 anos a glândula mamária vai diminuindo e a quantidade de gordura dos seios, aumentando. Isso faz com que as mamas fiquem flácidas

Quando fazer: se você pretende engravidar nos próximos meses, faça a cirurgia de mamas depois, porque elas podem ficar menores e flácidas após o parto.
Como é a cirurgia: em mamas pequenas ou médias, uma maneira de eliminar a flacidez é por meio de implante de próteses. Se a mama for muito flácida, torna-se necessário também remover a pele. Quando a mama é grande, pode-se remodelá-la fixando-a com pontos internos e eliminando o excesso de pele. A cicatriz, geralmente, tem a forma de um T invertido.
Anestesia: geral, peridural ou local com sedação.
Pós-operatório: A paciente usa um dreno durante uma semana, no máximo, para eliminar o líquido que se acumula no local da cirurgia. O curativo permanece por até trinta dias, com trocas periódicas, para dar sustentação e proteger a cicatriz. O uso permanente do sutiã é indispensável na primeira semana. É possível retomar as atividades diárias depois de dez dias. A exposição ao sol é proibida de um a dois meses. Até o terceiro mês a cicatriz fica vermelha e visível, com o tempo ela vai se tornando suave e em seis meses já está bastante discreta. Depois que se tira o curativo, é recomendado hidratar a mama para ajudar a pele a cicatrizar. É comum a sensibilidade da aréola e do mamilo diminuir logo após a cirurgia, voltando ao normal em cerca de seis meses. Em alguns casos, porém, a redução da sensibilidade é definitiva.
Duração: de 2 a 4 horas.
Preço: de 3 000 a 8 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Reconstrução mamária mais simples

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

A partir da década de 80, com as novas técnicas cirúrgicas e os avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama, tornou-se possível ter um seio perfeito de novo

Há vinte anos, as mulheres que se submetiam à retirada do seio (mastectomia) por causa de um tumor malígno tinham duas possibilidades nada animadoras: viver dali em diante sem uma das mamas ou fazer a cirurgia de reconstrução que, naquela época, oferecia resultados não muito naturais. Em 1982, os médicos começaram a utilizar o excesso de gordura do abdome para construir um seio novo. Essa técnica garante à mulher uma mama muito semelhante à original. Outra boa notícia apareceu no início dos anos 90: a possiblidade de se retirar apenas a parte comprometida do seio, em vez de removê-lo por inteiro, graças ao diagnóstico precoce do câncer de mama e da evolução dos tratamento contra a doença. Tudo isso significou um alívio muito grande diante do trauma da mastectomia.

Reconstrução parcial

Quando fazer: na mesma cirurgia que remove o tumor, se o médico oncologista concordar.
Como é a cirurgia: a técnica varia conforme a quantidade de mama retirada. Quando é pouca, pode-se apenas remodelar o seio. Outra alternativa para casos de mamas médias ou grandes é utilizar o próprio tecido mamário da parte inferior do seio para preencher a depressão. Fica uma cicatriz vertical ou em forma de T invertido e outra no local da reconstrução quando ela é na parte superior da mama. Se houve retirada de uma área grande, a solução é transportar a gordura e a pele das costas ou da região abaixo da axila para a mama. Nos casos em que a qualidade da pele é boa, pode-se optar ainda pelo implante de prótese. Na maioria das vezes é necessário remodelar também a outra mama para deixar o par igual.
Anestesia: geral.
Pós-operatório: a paciente usa um dreno durante uma semana, no máximo, para eliminar o líquido que se acumula no local da cirurgia. O curativo permanece por até trinta dias, com trocas periódicas, para dar sustentação e proteger a cicatriz. O uso permanente do sutiã é indispensável na primeira semana. É possível retomar as atividades diárias depois de quinze dias. Depois de um mês, a paciente faz tratamento de fisioterapia. A exposição ao sol é proibida de um a dois meses. Até o terceiro mês a cicatriz fica vermelha e visível, com o tempo ela vai se tornando suave e em seis meses já está bastante discreta. Depois que se tira o curativo, é recomendado hidratar a mama para ajudar a pele a cicatrizar. É comum a sensibilidade da aréola e do mamilo diminuir logo após a cirurgia, mas na maioria das vezes volta ao normal em cerca de seis meses. Em alguns casos, porém, a redução da sensibilidade é definitiva.
Duração: de 1 a 4 horas.
Preço: de 5 000 a 10 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Reconstrução total

Quando fazer: na mesma cirurgia que remove o tumor, se o médico oncologista concordar.
Como é a cirurgia: uma parte do músculo, da gordura e da pele da região inferior do abdome é transferida para a área da mama. Quando a paciente é magra e não tem gordura abdominal em excesso, realiza-se implante de prótese, mas, para isso, é preciso haver pele e ela deve estar em boas condições. Caso contrário, a solução é a técnica antiga – utilização de músculo, gordura e pele das costas. Entre três e seis meses depois da reconstrução, a paciente passa por uma cirurgia de retoque e, se preciso, opera a outra mama para deixar as duas simétricas.
Anestesia: geral.
Pós-operatório: a paciente usa um dreno durante uma semana, no máximo, para eliminar o líquido que se acumula no local da cirurgia. O curativo permanece por até trinta dias, com trocas periódicas, para dar sustentação e proteger a cicatriz. O uso permanente do sutiã é indispensável na primeira semana. É possível retomar as atividades diárias depois de quinze dias. Depois de um mês, a paciente faz tratamento de fisioterapia. A exposição ao sol é proibida de um a dois meses. Até o terceiro mês a cicatriz fica vermelha e visível, com o tempo ela vai se tornando suave e em seis meses já está bastante discreta. Depois que se tira o curativo, é recomendado hidratar a mama para ajudar a pele a cicatrizar. É comum a sensibilidade da aréola e do mamilo diminuir logo após a cirurgia, mas na maioria das vezes volta ao normal em cerca de seis meses. Em alguns casos, porém, a redução da sensibilidade é definitiva.
Duração: de 3 a 10 horas.
Preço: de 5 000 a 15 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Aréola e mamilo novos

Cerca de seis meses após a cirurgia de retoque, o médico reconstrói o mamilo com um pedaço da pele do próprio seio, retirado por meio de um corte vertical na parte inferior. A aréola é feita, normalmente, com pele da virilha ou tatuagem. Nos dois casos a região pode perder a cor em até seis meses, o que é corrigido com tatuagem.

Mãos menos flácidas

A técnica preferida de cirurgia plástica das mãos é a injeção de gordura (lipoescultura), pois a ressecção de pele deixa cicatriz visível

1. Lipoescultura
Indicação: quando a pele está flácida e já é possível perceber os ossos, tendões e veias.
Como é a cirurgia: pequena quantidade de gordura retirada de outras partes do corpo da paciente (geralmete quando ela realiza lipoaspiração) é injetada no dorso das mãos por meio de pequenas incisões. Isso preenche o local, diminuindo a flacidez e disfarçando ossos, veias e tendões aparentes. O procedimento é realizado em consultório. Na maioria dos casos, o resultado é permanente.
Anestesia: local.
Pós-operatório: durante uma semana deve-se evitar movimentos bruscos com as mãos para não deslocar a gordura. Depois desse período, retiram-se os pontos e, após um mês, é permitida a prática de atividade física.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: entre 1 000 e 2 000 reais.

2. Ressecção de pele
Indicação: flacidez acentuada de pele. Devido à cicatriz no pulso, a cirurgia é rara.
Como é feita: em clínica. Com uma incisão em toda a parte superior do pulso, retira-se a pele em excesso. A cicatriz é perceptível.
Anestesia: local, com sedação.
Pós-operatório: a paciente usa curativo por uma semana. A ginástica está proibida durante um mês, pois há risco de lesar a cicatriz. Resultado final em seis meses.
Tempo de cirurgia: cerca de 30 minutos.
Preço: de 1 000 a 2 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Tornozelo - quanto mais fino melhor

A lipoaspiração para afinar o tornozelo exige esforços no pós-operatório. A recuperação demora cerca de seis meses e é incômoda. Por isso, é preciso pesar bem os prós e contras

Como é feita: são quatro incisões - duas na parte interna e duas na parte externa da perna. Por meio delas são introduzidas seringas ou cânulas conectadas a aparelhos de sucção que aspiram a gordura em excesso. Geralmente não é necessário internação. Ao se decidir pela cirurgia é preciso saber que a região demora muito para desinchar, pois a circulação sanguínea fica prejudicada.
Anestesia: local.
Pós-operatório: a paciente usa uma meia compressiva durante seis meses para fixar o novo contorno e melhorar a circulação sanguínea. Após a primeira semana, é necessário fazer fisioterapia para movimentar os músculos da panturrilha (batata da perna). O exercício ajuda a desinchar a região. Esforços físicos mais intensos são permitidos somente três semanas depois do procedimento. A exposição solar deve ser evitada no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: de 3 000 a 6 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Três maneiras de transformar os lábios

Técnicas de cirurgia plástica corrigem lábios caídos, diminuem o volume quando eles são exagerados e deixam carnudos à la Brigitte Bardot até os menos expressivos

Lábios caídos
Técnica: Ressecção de pele.
Indicação: para pessoas na faixa dos 60 anos de idade em que a flacidez de pele provocou alongamento dos lábios superiores.
Como é feita: em clínica, sem internação. A pele em excesso é retirada por meio de uma incisão na linha abaixo do nariz.
Anestesia: local.
Contra-indicação: não há.
Pós-operatório: os pontos são retirados em uma semana. Nesse período devem-se ingerir alimentos pastosos e evitar sorrir demais para não prejudicar os pontos nem comprometer o resultado final da intervenção, que aparece em dez dias.
Tempo de cirurgia: cerca de 30 minutos.
Preço: 1 000 reais.

Para aumentar o volume
Técnica: Bardotização (em referência à boca da atriz francesa Brigitte Bardot),
Indicação: aumentar o volume de lábios muito finos em quem tem mais de 40 anos.
Como é feita: por meio de uma incisão distante 1 milímetro da linha superior e inferior dos lábios, retira-se um pedaço de pele. Em seguida, costuram-se os lábios mais acima e mais abaixo (quando se quer aumentar as duas partes). Mas pode-se também aumentar apenas um dos lábios. A cicatriz fica aparente, podendo ser disfarçada com batom. Realizada em clínica, não exige internação.
Anestesia: local.
Contra-indicação: não há.
Pós-operatório: os pontos são retirados em uma semana. A dieta precisa ser pastosa e deve-se evitar sorrir demais para não romper os pontos. Resultado definitivo em dez dias.
Tempo de cirurgia: cerca de 30 minutos.
Preço: 1 000 reais.

Para diminuir o volume
Técnica: Ressecção de lábio
Indicação: diminuir o volume.
Como é feita: por meio de uma incisão próxima à gengiva, puxam-se os lábios para dentro da boca e retira-se o excesso. Em clínica, sem internação.
Anestesia: local.
Contra-indicação: não há.
Pós-operatório: a região fica inchada por alguns dias e os pontos são retirados em uma semana. Resultado definitivo em dez dias.
Tempo de cirurgia: cerca de 30 minutos.
Preço: 1 000 reais

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Culote nem tão estreito nem tão largo

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

As mulheres têm a infeliz predisposição de acumular gordura na região dos quadris - diferentemente dos homens, em quem o abdome e os flancos são as regiões críticas. Por isso, normalmente se faz lipoaspiração para eliminar o culote. Mas há gente que precisa reforçar as curvas e, nesse caso, a solução é a lipoescultura

Lipoaspiração
Como é feita: por meio de incisões na parte posterior da coxa ou na dobra do bumbum, o cirurgião aspira o excesso de gordura usando cânulas conectadas a aparelhos de sucção. Não é necessário internação.
Anestesia: local ou regional (tipo peridural), ambas com sedação.
Pós-operatório: recomenda-se repouso nos cinco primeiros dias. Durante uma semana a paciente usa uma meia compressiva. Depois desse período as atividades habituais podem ser retomadas, mas ginástica só no segundo mês. É proibido expor-se ao sol no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 1 hora.
Preço: de 2 500 a 6 000 reais.

Lipoescultura
Como é feita: retira-se a gordura de outras regiões onde há em excesso (abdome e joelhos, geralmente) e, por meio de uma incisão na dobra do bumbum, injeta-se até 300 mililitros dessa gordura de cada lado dos quadris para aumentá-los ou corrigir depressões. É necessário internação de um dia. A técnica é contra-indicada para mulheres muito magras porque não é possível remover a gordura de outras regiões.
Anestesia: local, com sedação, ou regional (tipo peridural).
Pós-operatório: deve-se ficar em repouso por dois dias e usar meia compressiva nas três primeiras semanas. A exposição ao sol é proibida no primeiro mês.
Tempo de cirurgia: 2 horas.
Preço: de 3 500 a 7 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Pálpebras firmes

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

A cirurgia plástica de pálpebras (blefaroplastia) suaviza os pés-de-galinha e elimina as bolsas de gordura e pode ser feita assim que esses sinais de envelhecimento começam a incomodar

Como é feita: em clínicas ou hospitais. O médico realiza uma incisão no sulco e retira o excesso de pele das pálpebras superiores. Com outro corte na borda dos cílios da pálpebra inferior eliminam-se bolsas de gordura. A cirurgia pode ser feita com bisturi tradicional ou a laser, método que proporciona recuperação mais rápida. A alternativa para pacientes jovens que possuem bolsas acentuadas nas pálpebras inferiores, mas ainda não apresentam flacidez de pele, é a cirurgia transconjuntival, que consiste em uma incisão interna pela conjuntiva do globo ocular sem cicatrizes. Para quem tem os olhos caídos, associa-se a correção da flacidez muscular no canto do olhos (cantoplastia). A cicatriz é imperceptível.
Anestesia: local, associada ou não à sedação, ou geral.
Contra-indicação: problemas oftalmológicos, como conjuntivite crônica e olho seco (menor produção de lágrima).
Pós-operatório: recomenda-se não forçar a região até que o médico retire os pontos no quarto dia e evitar o sol para não prolongar o inchaço, que começa a desaparecer no sétimo dia.
Tempo de cirurgia: cerca de 1 hora.
Preço: de 3 000 a 6 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Pescoço enxuto

Arquivo Dr. Ewaldo Bolivar
Antes e depois

Lifting cervical e facial podem ser realizados na mesma cirurgia – normalmente após os 40 anos, quando há flacidez de pele e de músculo

Como é feita: por meio de incisões atrás da orelha, estica-se a pele e o músculo pela lateral, retirando-se o excesso. As cicatrizes ficam escondidas. A cirurgia pode ser realizada em clínica e exige internação de um dia. O resultado dura de cinco a oito anos.
Anestesia: local, com sedação, e geral.
Contra-indicação: não há.
Pós-operatório: nos primeiros quinze dias, usa-se uma faixa compressiva por 2 horas diárias. Depois, os pontos são retirados e a paciente pode retomar suas atividades. Deve-se evitar o sol no primeiro mês. Sessões de drenagem linfática são indicadas a partir do quarto dia.
Tempo de cirurgia: cerca de 3 horas.
Preço: 4 000 reais.

Os preços de todas as intervenções cirúrgicas citadas nesta reportagem variam de acordo com o médico, a anestesia, o tipo de internação (em clínicas ou em hospitais) e a região do país.

Surpresas desagradáveis

Problemas imprevisíveis como infecções cirúrgicas e má cicatrização podem acontecer independentemente da habilidade do médico. Uma longa conversa com o especialista antes da cirurgia esclarece todos esses riscos

Complicações durante a cirurgia plástica são raras, especialmente se feitas em centros cirúrgicos bem equipados. Mas podem ocorrer problemas que o cirurgião não tem como evitar. São as chamadas intercorrências, ou seja, processos naturais que na maioria das vezes independem da perícia do médico: hematomas, infecções cirúrgicas e cicatrizes hipertróficas ou quelóides.
Sabe-se, por exemplo, que a incidência de infecção e a dificuldade de cicatrização são maiores em mulheres que fumam porque a circulação nos tecidos é mais deficiente. Os hematomas (manchas roxas) aparecem mais em peles finas e claras. Para evitar surpresas, é preciso conversar longamente com o médico e esclarecer o que pode dar errado.

Check up antes da cirurgia

Os exames que você precisa fazer e os cuidados antes da plástica

Quem pretende se submeter a uma plástica, por mais simples que seja, precisa estar com a saúde perfeita. Por isso, é comum o médico pedir os seguintes exames no pré-operatório:

  • Hemograma: por meio do exame de sangue detecta se há anemia.
  • Coagulograma: por meio do exame de sangue checa a capacidade de coagulação do sangue.
  • Eletrocardiograma: para maiores de 40 anos, aponta as condições cardíacas. Em caso de problemas no coração, hipertensão e diabetes é necessário consultar um especialista da área.
  • Glicemia: avalia se existe diabetes.
  • Uréia: analisa a função renal.
  • Outros: para cirurgias do abdome, podem ser necessários exames ginecológicos e gastrointestinais; para as de mama às vezes indica-se a mamografia. Se houver anormalidades, é preciso submeter-se a tratamentos prévios.

Vamos aos cuidados:

  1. É recomendado tomar vitamina C e arnica quinze dias antes da cirurgia. Essas substâncias ajudam na cicatrização e têm ação antiinflamatória.
  2. Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico não devem ser ingeridos antes da cirurgia porque dificultam a coagulação do sangue.
  3. Quem é fumante precisa largar o cigarro duas semanas antes da cirurgia e só voltar a fumar três semanas após o procedimento, pois o cigarro interfere no processo de cicatrização.

Como escolher o cirurgião

Nas mãos de um profissional competente você já garante 40% de sucesso da cirurgia

O resultado da plástica depende 50% da habilidade do cirurgião, 30% da anatomia do paciente e 20% de eventualidades. Diante disso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, enumera os cuidados que você deve tomar antes de entrar no centro cirúrgico:

  1. Certifique-se de que o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.sbcp.org). Apesar de não ser garantia de um bom resultado, significa que ele tem boa formação.
  2. Leve em consideração a indicação feita por um médico de confiança ou por alguém que tenha se submetido a uma cirurgia com bons resultados. Não se impressione com fotografias, pois o médico poderá selecionar as melhores para tentar seduzi-la.
  3. Visite a clínica ou o hospital onde o médico opera. Lá deve haver um centro cirúrgico equipado com aparelhos de monitoração de anestesia, sala de recuperação e médico de plantão permanente. Confira se o anestesista é membro da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (www.sba.com.br).
  4. Ouça sempre mais de um cirurgião plástico antes de decidir pelo método e pelo profissional quando estiver em dúvida quanto ao procedimento proposto.

Ponto feito de cola

Uma cola especial usada no lugar dos pontos externos torna o pós-operatório mais simples e a cicatrização mais rápida

Foto: Travassos

Dermabond: a cola que faz sutura em poucos minutos

Em vez de usar linha e agulha para fechar as incisões, os cirurgiões plásticos estão recorrendo a um novo material: uma cola chamada Dermabond, à base de 2 Octyl Cyanoacrylato, substância sintética não alergênica. Lançada em 1998 pela Johnson & Johnson, a cola é indicada apenas para regiões que não sofrem tensão, como rosto.

O especialista Edgard Rocha Silva, presidente da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, no entanto, tem usado o produto em plásticas de abdome e de mamas com bons resultados. "A inflamação no pós-operatório é menor e a cicatrização, mais rápida", afirma ele.

De acordo com o fabricante, o tempo de cicatrização diminui em até 50% comparado com o método de sutura tradicional. Além disso, a Dermabond reduz e, em alguns casos, elimina a anestesia local, e não há a necessidade de o paciente voltar ao consultório para a retirada dos pontos - em cerca de 1 minuto e meio após a aplicação da cola, forma-se um filme adesivo que une a pele. Entre cinco e quinze dias depois, esse filme se desprende naturalmente.

Apesar das vantagens, muitos médicos ainda preferem a tradicional linha e agulha por causa do preço alto da cola. "A Dermabond torna a cirurgia mais rápida, mesmo assim, a operação acaba saindo cerca de 10% mais cara do que se fosse feita com sutura convencional", avisa Edgard Rocha Silva.

Fonte > Paralela

 

(c) Artemania

por Qualigrafia